O mundo mudou as abordagens que antes funcionavam, hoje se tornaram obsoletas, a era digital domina as informações em massa e em alta velocidade.
O eleitorado é mais exigente, o candidato que não usar de estratégias de posicionamento, marketing digital, não mostrar premissas sólidas que entregue valor ao eleitor, o caminho para o mandato que almeja será mais difícil diante dessa mudança de comportamento do eleitorado.
Antes de tudo você como candidato irá entender o que é realmente marketing, há um leve engano em achar que marketing é propaganda, quando na realidade a propaganda é uma ferramenta do marketing quando se trata de promoção, ato de promover o produto, serviço, ou pessoa.
Marketing é gerenciar de forma inteligente as ações de troca e compra de um produto, pesquisando e analisando as necessidades e anseios dos consumidores. Logo podemos sim usar das estratégias de marketing para o marketing político, que é nada mais que marketing pessoal para conquistar a atração do eleitorado para si.
MARKETING POLÍTICO / ELEITORAL
Dessa forma, entende-se como marketing político, a aplicação de forma adaptada dos conceitos de marketing para ser aplicada no cunho político partindo do pressuposto de que o candidato é um produto que pode ser trabalhado o marketing pessoal e dessa forma se tornar aceito e conhecido pelos eleitores, a partir de suas propostas e projetos.
Podemos dar outros exemplos de produtos dentro do conceito de marketing pessoal como:
· Um time de futebol;
· Uma escola de samba;
· Uma programa de TV;
· Uma ideia “ se beber, não dirija”
Logo, podemos sim caracterizar todos como produtos que são “vendidos” ao consumidor.
Vamos exemplificar o marketing político para um melhor entendimento de forma gráfica.
Como podemos ver o político incorpora a função de produto que é lançado ao eleitorado, são dezenas e dezenas de candidatos que caracterizamos de oferta do “mercado”.
O eleitor é a demanda desse mercado, essa demanda nos dias atuais é um consumidor mais exigente, que não se convence mais com um “abraço” do candidato, ou “vote em mim”, vivemos um tempo onde a imagem do político brasileiro se encontra em negatividade e baixa aceitação.
É preciso ofertar nesse momento valores reais para seu público –alvo, com uma abordagem em que esse eleitor possa enxergar valor e benefícios do seu candidato, e só assim poder se projetar melhor frente as outras ofertas (candidatos concorrentes).
Finalmente o processo de eleição seria o mercado onde acontece essa troca entre o consumidor e o candidato que é o voto válido ao candidato.
Como se pode ver ao avaliarmos o processo eleitoral na perspectiva do marketing, esse processo podemos entender que o candidato é realmente o produto e o eleitor o consumidor.
O PROCESSO DE PLANEJAMENTO EM MARKETING ELEITORAL
Com a crescente modernização das aplicações das modernas técnicas de marketing dentro do cenário político, torna-se imprescindível e de alta importância para o candidato dirigir sua campanha de uma maneira científica, e dessa forma irá maximizar suas chances de vitória em um cenário altamente competitivo.
Há uma impressão mais ou menos generalizada de que o que conta é ter recursos e não necessariamente aspirações políticas no sentido clássico da palavra (representação dos interesses de segmentos da sociedade); a questão da representatividade do candidato vai a cada dia cedendo espaço à suspeita e ao descrédito que cercam os políticos brasileiros de uma maneira geral.
Tempos outrora o candidato usava da comunicação de distribuir “santinhos” e colar cartazes, funcionou para muitos? Sim!
Porém os tempos mudaram, as campanhas dos dias atuais dependem de pesquisas e interação com os eleitores, dessa forma o marketing político surge para atingir seu público alvo segmentado e relevante, e o maior aliado hoje são as mídias sociais, com um menor custo o candidato pode alcançar um número maior de eleitores e falar com o público certo.
* Candidato:
Qual imagem vai usar? Vai abordar uma linguagem formal ou informal?
Vai transparecer sério ou mais jovial?
* Temas da campanha:
Saúde? Educação? Transporte? Cultura? Meio ambiente? Causas como LGBT?
É importante definir os temas, não tem como abraçar todos ao mesmo tempo, pois atirar pra todo lado já não dá mais certo nos dias atuais.
* Persona:
Quando se trata de persona é definir o perfil do seu público-alvo, ou seja falar com o seu eleitor ideal, é de suma importância para o marketing digital essa estratégia estar definida, essa ferramenta de uma ficha semificcional definirá as características do eleitor que você deseja falar e alcançar com suas propostas.
*Planos de Governo:
Nessa parte serão definidas as principais proposta que irão de encontro as necessidades e problemas das personas da campanha, ou seja o seu eleitor.
CONCLUSÃO:
Para concluir sabemos que vencer uma eleição nunca será fácil, principalmente nos dias atuais diante do cenário político sendo visto de forma muito negativa, nesse caso será preciso convencer o eleitor que você será o representante ideal.
Será dias de lutas e grandes desafios, mas uma campanha que adota os três principais pilares que são planejamento, conhecimento e estratégias estará com uma grande vantagem competitiva em relação aos concorrentes.
Não caia na armadilha que você conhece todas as necessidades e problemas das comunidades, vá pergunte, pesquise, interaja, dessa forma com o conhecimento em mãos do eleitorado as estratégias terão maior eficácia e objetivos alcançados.






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